Foi assim meio descabelado e com algumas tequilas na cabeça que eu tive o tão evitado (ou seria esperado?) reencontro. De repente olhar para o lado, sorrir e pensar "Deixou a barba crescer". Ele não me viu. Um alívio seguido de uma meia decepção. Mas eu não saberia o que dizer de qualquer forma.
Apesar de tudo eu não sinto saudade. Não dele. Sinto falta daquele tempo, daquele clima, da segurança, do cheiro, da música e do timbre diferente de quando ele falava meu nome. Só de ouvir a nossa (?) música já bate a saudade, mas logo ela acaba.
Sei que vou sentir falta de tudo isso muitas vezes e pode ser pelo resto do ano ou para sempre. Não sei dizer. Foram dois anos da minha vida, talvez os melhores até agora, sou muito novo para ter certeza. Podem ter melhores. Ou não.
A música acabou.
Nesse momento desviei meu olhar enquanto ele sumia na multidão que continuava a dançar. A essa altura meus olhos já estavam cheios de saudade. Saudade de um tempo que já passou, mas continua aqui dentro de mim.
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